Quarto filho monstruoso de Tau e Kerana - monstruoso para o padrão indígena, afinal Jaci Jaterê significa literalmente pedaço da Lua, nome decorrente de sua aparência 'estranha' - um menino branco de cabelos loiros cacheados e olhos azuis. Protetor da erva-mate, das frutas silvestres e dos animais, é o semideus da sesta, da soneca. Leva consigo um cajado mágico semelhante a uma cobra.
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Moñai
Terceiro filho monstruoso de Tau e Kerana, o Moñai é um semideus protetor dos campos e planícies, e senhor dos ares e dos pássaros. Alimenta-se destes últimos e, embora se diga viver nos campos abertos, se refugia no fundo dos rios. É representado como uma serpente com dois enormes chifres na cabeça.
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Mboi-Tu'i
Segundo filho monstruoso de Tau e Kerana, este semideus é protetor dos animais aquáticos e que habitam zonas úmidas. É representado como uma enorme serpente com cabeça de papagaio, possuindo um grito potente que permite ser ouvido por toda a floresta. Vive em áreas pantanosas, alimentado-se de flores.
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Teju-Jaguá
O primeiro filho monstruoso de Tau e Kerana; é um semideus, senhor das cavernas e protetor das florestas. Representado como uma criatura gigante de corpo reptiliano e cabeça de cão. Apesar da aparência, é um ser benigno. Os indígenas o presenteiam com frutas e mel, seus alimentos prediletos.
terça-feira, 31 de julho de 2018
Tau & Kerana
Tau é um Espírito do mal que se apaixona pela princesa Guarani Kerana, filha de Mangaratu. Por sete dias ele, feito homem, a corteja - Angatupyry, Espírito do bem e contraparte de Tau, surge para salvar a garota. Ao longo de sete dias e sete noites de luta incessante, Angatupyry vence e Tau é exilado. De algum modo, ele escapa e sequestra Kerana, desaparecendo com ela. A lenda não trata dos sentimentos e ou desejos da princesa, de tal conta que não se sabe se era apaixonada por Tau, ou apenas sua vítima. No mais, ambos acabam amaldiçoados pela deusa Araci, e Kerana concebe sete filhos monstruosos, semi-deuses da cultura Guarani. Luison, o último de seus filhos, já apareceu por aqui - em breve os demais serão postados.
segunda-feira, 30 de julho de 2018
Cachorrinha d'Água
Nas margens do Rio São Francisco, quando se diz haver o incauto deambulador deparado com tal singular figura, o povo que o margeia sabe da sua sorte. Encontrar a Cachorrinha d'Água é sinal de boa sorte, de bons augúrios, de fortuna à vista, de vida longa e prosperidade.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Mulher de Branco
Ou Dama da Meia-noite. Mito universal que personifica a aparição de um espectro feminino, quase sempre nos ermos que circunvizinham os cemitérios. No Brasil, além de surgir junto as necrópoles, há a versão dos acostamentos das estradas, apavorando os caminhoneiros que rodam pelo país; pode ainda surgir vestida de noiva.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Rosaflor e Moura Torta
Em algumas versões Rosaflor é chamada apenas de donzela, e ao invés de sair de uma flor, sai do interior de uma melancia, ou outra fruta. É lenda cuja origem é a Espanha dos tempos do domínio muçulmano - resumidamente, Rosaflor é uma mulher nascida de uma flor que brota de uma laranja, que esteve de posse do filho caçula do rei espanhol. Nua, o príncipe a esconde na copa de uma árvore enquanto vai em busca de vestimentas. Surge a bruxa Moura Torta, que parece amigável a ponto de Rosaflor contar acerca do príncipe. Cobiçosa deste, espeta uma agulha encantada na cabeça de Rosaflor que se torna uma pomba branca. A Moura Torta se despe e sobe na árvore a espera do príncipe. Quando este volta não entende como Rosaflor deixou de ser uma bela jovem para se tornar uma velha horrível. A bruxa justifica a transformação por ação do deserto inclemente onde estão. Sensibilizado, o príncipe se casa com a Moura e retorna para a Espanha. Lá, a bruxa muito caprichosa faz da vida do monarca um inferno - ele se consola conversando com uma pomba branca que insiste em visitá-lo. A bruxa percebe que se trata de Rosaflor. Ela captura a ave e leva ao cozinheiro do palácio, que percebe a agulha na cabeça do animal e a retira antes de prepará-lo para o almoço. Rosaflor volta a sua forma original, conta todo o ocorrido ao príncipe que, então se vinga da Moura Torta, condenando-a a morte.
terça-feira, 24 de julho de 2018
Romãozinho
A mãe pediu a Romãozinho que levasse o almoço ao pai, no trabalho. No caminho, o garoto comeu tudo, deixando apenas os ossos do frango. Seu pai, diante do que lhe pareceu uma chacota da esposa pede explicações ao filho, que afirma que a mãe fizera aquilo junto do homem que a visitava, toda vez que o pai se ausentava de casa. Cego de raiva, o pai retorna ao lar e fere mortalmente a mãe. Antes de sucumbir, ela amaldiçoa o próprio filho a solidão eterna, nem os céus e nem o inferno o acolheriam, nem o solo de um cemitério o aceitaria. Assim, ficou Romãozinho imortal e cada vez pior, eternamente preso a condição de criança, perambulando pelo interior do país espalhando suas más-ações.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Mãe do Ouro
Provavelmente originada no auge do Ciclo do Ouro, no século XVIII, a Mãe do Ouro é uma aparição personificada na figura de uma linda mulher dourada e flutuante que indicaria aos mineiros as jazidas de ouro. Imagina-se que ela aponte jazidas menores, protegendo as maiores da ganância humana.
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