segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Chupacabra

Possivelmente a mais recente aquisição ao folclore brasileiro, o Chupacabra teve seu momento alto em meados dos anos 1990, mas ainda segue sendo avistado pelos rincões interioranos do país. Muito se especulou acerca da identidade do atacante das cabras, cujos corpos surgiam sem uma única gota de sangue, e apenas um ferimento circular próximo ao pescoço. Ufólogos tomaram o mistério para si, e não faltou quem teorizasse que o Chupacabra é um animal de origem extraterrena, ou um experimento envolvendo DNA alienígena.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Ao Ao

Sexto filho monstruoso de Tau e Kerana, o Ao Ao é o mais selvagem e perigoso dentre eles. É considerado um devorador de homens, mas também um semideus da reprodução, já que possui uma extensa prole, entidades protetoras das colinas e montanhas. É representado sob a forma de um porco selvagem monstruoso.


Kurupi

Quinto dos filhos de Tau e Kerana, o Kurupi é um semideus da fertilidade. Representado como um anão cabeludo e horrível, seu traço distintivo é o pênis enorme e preênsil. Afirma-se que auxilia casais a terem filhos, mas também é acusado de molestar jovens índias que surgem, miraculosamente, grávidas.


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Jaci Jaterê

Quarto filho monstruoso de Tau e Kerana - monstruoso para o padrão indígena, afinal Jaci Jaterê significa literalmente pedaço da Lua, nome decorrente de sua aparência 'estranha' - um menino branco de cabelos loiros cacheados e olhos azuis. Protetor da erva-mate, das frutas silvestres e dos animais, é o semideus da sesta, da soneca. Leva consigo um cajado mágico semelhante a uma cobra.


Moñai

Terceiro filho monstruoso de Tau e Kerana, o Moñai é um semideus protetor dos campos e planícies, e senhor dos ares e dos pássaros. Alimenta-se destes últimos e, embora se diga viver nos campos abertos, se refugia no fundo dos rios. É representado como uma serpente com dois enormes chifres na cabeça.



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Mboi-Tu'i

Segundo filho monstruoso de Tau e Kerana, este semideus é protetor dos animais aquáticos e que habitam zonas úmidas. É representado como uma enorme serpente com cabeça de papagaio, possuindo um grito potente que permite ser ouvido por toda a floresta. Vive em áreas pantanosas, alimentado-se de flores.


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Teju-Jaguá

O primeiro filho monstruoso de Tau e Kerana; é um semideus, senhor das cavernas e protetor das florestas. Representado como uma criatura gigante de corpo reptiliano e cabeça de cão. Apesar da aparência, é um ser benigno. Os indígenas o presenteiam com frutas e mel, seus alimentos prediletos.


terça-feira, 31 de julho de 2018

Tau & Kerana

Tau é um Espírito do mal que se apaixona pela princesa Guarani Kerana, filha de Mangaratu. Por sete dias ele, feito homem, a corteja - Angatupyry, Espírito do bem e contraparte de Tau, surge para salvar a garota. Ao longo de sete dias e sete noites de luta incessante, Angatupyry vence e Tau é exilado. De algum modo, ele escapa e sequestra Kerana, desaparecendo com ela. A lenda não trata dos sentimentos e ou desejos da princesa, de tal conta que não se sabe se era apaixonada por Tau, ou apenas sua vítima. No mais, ambos acabam amaldiçoados pela deusa Araci, e Kerana concebe sete filhos monstruosos, semi-deuses da cultura Guarani. Luison, o último de seus filhos, já apareceu por aqui - em breve os demais serão postados.


segunda-feira, 30 de julho de 2018

Cachorrinha d'Água

Nas margens do Rio São Francisco, quando se diz haver o incauto deambulador deparado com tal singular figura, o povo que o margeia sabe da sua sorte. Encontrar a Cachorrinha d'Água é sinal de boa sorte, de bons augúrios, de fortuna à vista, de vida longa e prosperidade.


quinta-feira, 26 de julho de 2018

Mulher de Branco

Ou Dama da Meia-noite. Mito universal que personifica a aparição de um espectro feminino, quase sempre nos ermos que circunvizinham os cemitérios. No Brasil, além de surgir junto as necrópoles, há a versão dos acostamentos das estradas, apavorando os caminhoneiros que rodam pelo país; pode ainda surgir vestida de noiva.